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2 de dezembro de 2010

Cientistas descobrem bactéria que contém arsênio em sua formação

O Lago Mono fica no leste da Califórnia, limitado a oeste pelas montanhas da Sierra Nevada. O lago alcalino é conhecido por formações incomuns de tufo, um tipo de rocha calcária, assim como por sua hipersalinidade e altas concentrações de arsênio. (Foto: Henry Bortman / Science - setembro de 2010)

Uma equipe da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, descobriu uma bactéria que utiliza arsênio como substituto ao fósforo em sua composição. O organismo foi recém-encontrado no lago Mono, no lado leste da Califórnia, nos Estados Unidos, deixando a comunidade científica em suspense. O achado abre espaço para novas concepções de vida, não baseadas nas formas tradicionais conhecidas.

Os cientistas participam de um grupo de pesquisa financiado pela agência espacial norte-americana (Nasa), que deve se pronunciar sobre a descoberta às 17h (horário de Brasília) desta quinta-feira (2). O pronunciamento será feito após informações sobre a pesquisa terem chegado ao conhecimento público nesta quarta-feira (1), gerando expectativa sobre a possibilidade de vida extraterrestre.

O fósforo é um dos elementos básicos à vida, encontrado geralmente na forma inorgânica na natureza, como fosfato. Mas uma equipe integrada pelos astrobiólogos Ariel Anbar e Paul Davies publicou um artigo na revista "Science" no qual mostra a existência de uma bactéria inédita, com outra base de composição. A aposta da autora principal do artigo, a cientista Felisa Wolfe-Simon, que já fez parte de grupo de pesquisa liderado por Anbar é de este novo organismo abre margem para novas interpretações sobre os seres vivos, inclusive fora do ambiente terrestre.

O arsênio é conhecido como um elemento químico tóxico ao corpo. Todos os seres vivos são compostos com base em uma combinação de seis elementos químicos: carbono (C), hidrogênio (H), nitrogênio (N), oxigênio (O), fósforo (P) e enxofre (S). São basicamente encontradas em três componentes básicos: DNA (ácido desoxirribonucleico, que contém as informações básicas dos indivíduos vivos), proteínas e gorduras.

Embargo
A divulgação da pesquisa pela Sociedade Americana Para Progresso da Ciência (AAAS, na sigla em inglês) foi antecipada em duas horas. Inicialmente prevista para 17h desta quinta-feira, mesmo horário da coletiva da Nasa, o trabalho ganhou acesso público por meio da internet às 15h.
Jornalistas e empresas de mídia podem ter acesso antecipado a muitas notícias sobre ciência por meio de um serviço oferecido pela própria instituição, que também é responsável pela edição da Science.


Do G1, em São Paulo

7 de dezembro de 2009

Asteroide está a caminho da Terra e pode colidir em 2014

Um asteroide de pouco mais de um quilômetro de diâmetro estaria a caminho da Terra e poderia colidir com o planeta em 21 de março de 2014, segundo astrônomos da agência britânica responsável pelo monitoramento de objetos potencialmente perigosos para o planeta. Mas, ao menos na estatística, não parece ser o fim do mundo --a chance de uma colisão catastrófica é de apenas uma em 250 mil.

Chamado de 2003 QQ47, o asteroide se aproxima da Terra a uma velocidade de 32 km/s, o equivalente a 115 mil km/h. Com 1,2 quilômetro de diâmetro, ele tem um décimo da massa do meteorito que, acredita-se, levou à morte dos dinossauros há 65 milhões de anos.

O 2003 QQ47 será monitorado de perto pelas agências espaciais do hemisfério norte nos próximos dois meses. Segundo os astrônomos, as chances de impacto podem cair ainda mais conforme mais dados forem coletados. O alerta foi emitido pelo órgão depois que o asteroide foi avistado pela primeira vez, no Novo México (EUA).

O impacto de um corpo celeste dessas dimensões seria equivalente à explosão de 20 milhões de bombas atômicas semelhantes às lançadas pelos Estados Unidos contra Hiroshima há quase 60 anos, segundo um porta-voz do Centro de Informação sobre Objetos Próximos à Terra, no Reino Unido.

Asteroides como o 2003 QQ47 são pedaços de pedra que restaram após a formação do Sistema Solar, há 4,5 bilhões de anos. A maioria deles orbita o Sol em um cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter, a uma distância segura da Terra. Mas a influência gravitacional de planetas gigantes como Júpiter pode arrancar estes objetos de suas órbitas originais e lançá-los no espaço.

No site do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (agência espacial norte-americana), há um simulador que mostra as órbitas da Terra e do asteroide no decorrer do tempo.

Com agências internacionais 
Folha Online 
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u495992.shtml

26 de novembro de 2009

Comer menos carne ajuda o planeta e o coração, afirma estudo

Passar por cima da terceira porção de carne assada, salvar o planeta e fazer um favor ao seu coração, simultaneamente.
Esse é o conselho de Alan Dangour, da London School of Hygiene and Tropical Medicine e colegas que, juntos, exploraram o potencial da indústria do gado no Reino Unido, a fim de ajudar a reduzir as emissões de carbono pela metade até 2030, em relação aos níveis de 1990, além de fazer uma avaliação sobre os efeitos na saúde da nação.

Eles descobriram que a indústria poderia reduzir as suas emissões, mas apenas se o gado consumido e produzido no Reino Unido fosse reduzido em 30%. Fazendas também poderiam otimizar a eficiência energética, por exemplo, capturando carbono em adubos.
Os cortes nos gastos de saúde seriam consideráveis: 18 mil pessoas deixariam de morrer prematuramente em decorrência de ataques cardíacos --uma redução de 17%--, assim como haveria menos ingestão de gorduras saturadas, tipicamente encontradas nas gorduras da carne.

Os efeitos não se limitariam apenas às nações ricas. A equipe descobriu que o Brasil poderia alcançar os mesmos benefícios de saúde. "Nós não estamos dizendo para que sejam vegetarianos, estamos falando em reduzir a quantidade de produção e de consumo", diz Dangour. A poupança poderia ser ainda maior, se as taxas de morte por câncer colorretal e obesidade forem incluídas, diz ele.

O agrônomo Kenneth Cassman, da Universidade de Nebraska, alerta que o corte na produção em uma região pode impulsioná-la em outro lugar, causando o efeito reverso: um aumento nas emissões globais.
"Reduzir a produção de produtos de origem animal em um país desenvolvido como o Reino Unido faz pouco para influenciar as tendências mundiais na produção e consumo, onde a maior parte do aumento na demanda, daqui e até 2050, virá de países em desenvolvimento", diz ele.

Folha Online

27 de abril de 2009

Saiba tudo sobre a gripe suína

A gripe suína uma doença respiratória de porcos causada por um vírus influenza tipo A que causa regularmente crises de gripe em porcos. Ocasionalmente, o vírus vence a barreira entre espécies e afeta humanos. O vírus da gripe suína clássico foi isolado pela primeira vez num porco em 1930. Saiba o que conhecemos desta doença.

Quantos vírus de gripe suína existem?
Como todos os vírus de gripe, os suínos também mudam constantemente. Os porcos podem ser infectados por vírus de gripe aviária e humana. Quando todos contaminam o mesmo porco, pode haver mistura genética e novos vírus que são uma mistura de suíno, humano e aviário podem aparecer. No momento, há quatro classes principais de vírus de gripe suína do tipo A são H1N1, H1N2, H3N2 e H3N1.

Qual é o vírus que está causando a crise atual?
É uma versão nova do H1N1.

Como os seres humanos pegam gripe suína?
Normalmente, esses vírus não infectam humanos. Entretanto, vez por outra, mutações no vírus permitem que eles contaminem pessoas. Na maioria das vezes, os contágios acontecem quando há contato direto de humanos com porcos. Mas também já houve casos em que, após a transmissão inicial do porco para o homem, a partir dali o vírus passou a circular de pessoa para pessoa. Foi o caso de uma série de casos ocorridas em Wisconsin, EUA, em 1988. Nesses casos, a transmissão ocorre como a gripe tradicional, pela tosse ou pelo espirro de pessoas infectadas.

Consumir carne de porco pode causar gripe suína?
Não. Ao cozinhar a carne de porco a 70 graus Celsius, os vírus da gripe são completamente destruídos, impedindo qualquer contaminação.

O que fazer para evitar o contágio?
O CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA) fez algumas recomendações para evitar a doença.
- Cubra seu nariz e boca com um lenço quando tossir ou espirrar. Jogue no lixo o lenço após o uso.

- Lave suas mãos constantemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar. Produtos à base de álcool para limpar as mãos também são efetivos.

- Evite tocar seus olhos, nariz ou boca. Os germes se espalham deste modo.
- Evite contato próximo com pessoas doentes.

- Se você ficar doente, fique em casa e limite o contato com outros, para evitar infectá-los.

Quais são os sintomas da gripe suína?
Os sintomas são normalmente similares aos da gripe comum e incluem febre, letargia, falta de apetite e tosse. Algumas pessoas com gripe suína também tiveram coriza, garganta seca, náusea, vômito e diarreia.

Como se faz o diagnóstico de gripe suína?
Para identificar uma infecção por um vírus influenza do tipo A, é preciso analisar amostras respiratórias do paciente durante os primeiros 4 ou 5 dias da doença -- quando uma pessoa infectada tem mais chance de estar espalhando o vírus. Entretanto, algumas pessoas, especialmente crianças, podem manter o vírus presente por dez dias ou mais. A identificação do vírus é então feita em teste de laboratório.

Há medicamentos disponíveis para tratar infecções de gripe suína em humanos?
As drogas zanamivir e oseltamivir (nome comercial Tamiflu) já mostraram eficácia ao tratar ou ajudar na prevenção de infecção com vírus da gripe suína. Impressões iniciais dão conta de que essas drogas diminuem a agressividade do quadro infeccioso para a versão atual do H1N1 suíno.

Há vacinas para a gripe suína?
No momento, somente para porcos, que são mais constantemente afetados por esse tipo de vírus. Mas as autoridades já anunciaram estar trabalhando numa versão humana da vacina. As vacinações rotineiras de gripe feitas em humanos não combatem os vírus do tipo H1N1.

Fonte: CDC
G1 Ciência e Saúde

7 de março de 2009

Sonda Kepler parte à procura de vida em planetas parecidos com a Terra

Espectadores acompanham decolagem da Kepler (Foto: Malcolm Denemark/AP)


A Nasa lançou o telescópio Kepler, o maior já enviado ao espaço, que partiu nesta sexta-feira (6) de Cabo Canaveral, no foguete Delta II. A missão é ambiciosa: buscar planetas parecidos com a Terra, que possam abrigar alguma forma de vida.





A missão deve durar cerca de três anos e meio, e vai permitir que os cientistas monitorem mais de 100 mil estrelas e planetas da nossa galáxia, a Via Láctea. O projeto custa quase US$ 600 milhões, e é considerado um do mais importantes da Nasa.

G1
* Com informações das agências de notícias Efe e France Presse

3 de março de 2009

Asteroide passa de raspão pela Terra, afirmam astrônomos

(Foto: Editoria de Arte/G1)


Um asteroide passou de raspão pela Terra na manhã de segunda-feira (2). Segundo informações dos astrônomos, o rochedo, com diâmetro entre 21 e 47 metros, passou a cerca de 70 mil quilômetros da superfície terrestre -- o equivalente a um quinto da distância entre a Terra e a Lua. A informação foi divulgada pela Planetary Society, uma ONG internacional.





O objeto foi descoberto dois dias antes, por um astrônomo do Observatório Spring, na Austrália, quando estava a 1,5 milhão de quilômetros de distância. Designado 2009 DD45, ele passou sobre o oceano Pacífico e foi, em tese, visível da Austrália, do Japão e da China. O astro, com seu porte, deve ser similar ao objeto que colidiu com a Terra em 1908, sobre Tunguska, na Sibéria. Naquela ocasião, o asteroide explodiu no ar, por conta do contato com a atmosfera, mas a onda de choque devastou as florestas da região.

fonte: G1

23 de fevereiro de 2009

Cometa Lunin


A foto foi tirada dia 18 agora por Jack Newton, no Arizona


Como eu havia falado em um post mais abaixo, o cometa Lulin está se aproximando da Terra. Mas muita calma, na quinta-feira, durante uma sessão de observação do céu aqui na UNIVAP fui perguntado sobre um “planeta que está vindo bater na Terra agora em fevereiro”.

O cometa está se aproximando sim, mas a menor distância prevista é de “apenas” 62 milhões de quilômetros.
Após passar nas imediações do Sol no começo deste ano, o cometa Lulin está saindo do Sistema Solar, mas nesse caminho ainda está aumentando de brilho. Segundo reportes de observadores pelo mundo afora ele já atingiu 5,6 de magnitude — o que o faz ser visível a olho nu.

Algumas pessoas relatam ter visto o cometa de dentro de cidades, mas isso é muito mais difícil. Em locais escuros, por outro lado, o cometa é presa fácil e deverá ficar ainda mais fácil neste Carnaval. Mantido esse ritmo de aumento de brilho, é possível que ele atinja magnitude 5 no dia 24, quando estará mais próximo de nós.

E como fazer para observá-lo? Simples, em primeiro lugar procure um local escuro e lá pelas 3 da manhã procure por uma mancha esbranquiçada no céu na direção do nordeste. A carta celeste ao lado foi feita para as 3 da manhã do dia 24.

O Lulin estará na constelação do Leão, vindo da constelação de Virgem, e neste dia em específico, o cometa estará muito próximo de Saturno, o que facilita muito sua localização. Saturno está visível no céu já a partir das 21h30 e seu brilho amarelo pálido (sem cintilar) não deixa dúvidas.

Aproveitando a melhora no tempo e que a Lua nasce apenas na alta madrugada, temos aí o feriado para tentar achar este cometa. De acordo com os relatos, este cometa, além de brilhante, é grande o suficiente para ser achado facilmente no céu.

http://colunas.g1.com.br/observatoriog1


12 de novembro de 2008

Egito diz ter encontrado pirâmide construída para antiga rainha

Arqueólogos egípcios descobriram uma pirâmide construída no deserto e que pertenceria à mãe de um faraó no poder mais de 4.000 anos atrás, disse na terça-feira (11) o chefe do Departamento de Antiguidades do país.


A pirâmide, encontrada há cerca de dois meses em um areal localizado ao sul do Cairo, guardava provavelmente os restos mortais da rainha Sesheshet, mãe do rei Teti, que governou de 2323 a.C. a 2291 a.C. e que fundou a Sexta Dinastia do Egito, afirmou Zahi Hawass.

Foto: AP
Arqueólogos trabalham próximo à base da pirâmide recém-descoberta em Saqqara, no Egito, nesta terça-feira (11). (Foto: AP)

"A única rainha cuja pirâmide não havia sido encontrada é Sesheshet, e é por isso que tenho certeza de que essa pirâmide pertencia a ela", disse a autoridade. "Isso enriquecerá o nosso conhecimento a respeito do Antigo Reinado."

A Sexta Dinastia, uma época de conflitos dentro da família real do Egito e de erosão do poder centralizado, é considerada a última dinastia do Antigo Reinado, depois do qual a região passou por um período de falta de alimentos e de instabilidade social.

Arqueólogos haviam descoberto antes, perto dali, as pirâmides pertencentes a duas das mulheres do rei, mas nunca tinham encontrado uma tumba pertencente a Sesheshet.

A construção sem topo, de 5 metros de altura, chegava originalmente a 14 metros, com laterais de 22 metros de comprimento, afirmou Hawass.

A pirâmide, que seria a 118a a ser encontrada no Egito, segundo Hawass, havia sido escavada perto da pirâmide mais antiga do mundo, em Saqqara, uma área tumular para os antigos imperadores da região.

"Essa pode ser a mais completa pirâmide subsidiária a ser encontrada em Saqqara", afirmou Hawass.

O monumento seria originalmente recoberto por pedras calcárias trazidas de uma mina a céu aberto existente em Tura, nas cercanias de Saqqara, disse a autoridade.

Os arqueólogos pretendem entrar na câmara sepulcral da pirâmide dentro de duas semanas. A maior parte dos objetos presentes ali, no entanto, já deve ter sido roubada, afirmou Hawass.

Alguns artefatos, entre os quais uma estátua de madeira do antigo deus egípcio Anúbis e figuras funerárias de datas posteriores, indicam que o cemitério havia sido reutilizado na época romana, disse a autoridade.

G1

22 de outubro de 2008

Nuvem de mistério

Uma estranha nuvem rosa pairou no céu londrino ontem à noite. Muitos observadores tentaram adivinhar do que se tratava o fenômeno que durou cerca de uma hora. Essas fotos saíram no Daily Mail. O que você acha que é?

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Excesso de poluição? Um sinal de que não estamos sozinhos no universo? O departamento de meteorologia Britânico acabou com todas as teorias e declarou que o fenômeno foi provocado pelas luzes da cidade de Londres refletidas nas nuvens.


BlogGalileu

12 de agosto de 2008

Hubble completa 100 mil órbitas em torno da Terra

O Telescópio Espacial Hubble completou nesta segunda-feira (11) 100 mil órbitas em torno da Terra, menos de dois meses antes de sua última manutenção programada. Para comemorar, os astrônomos viraram suas poderosas lentes para uma região a 170 mil anos-luz de distância, conhecida por sua beleza e por ser uma área de nascimento de novas estrelas -- um símbolo de renovação.


O local escolhido é uma pequena porção da nebulosa da Tarântula, perto do aglomerado estela NGC 2074. le (Foto: Nasa)


Em órbita há 18 anos, o Hubble receberá novos instrumentos, baterias e ferramentas na próxima missão do ônibus espacial americano, prevista para outubro. Os trabalhos dos astronautas vão estender um pouco mais a vida do velho telescópio até 2013, quando ele deve ser desativado e substituído.

G1

1 de agosto de 2008

Hemisfério Norte observa eclipse total do Sol


Moradores do Canadá, da Groenlândia, do leste da Rússia e da China puderam se deleitar nesta sexta (1º) com um eclipse total do Sol. O fenômeno, gerado pela passagem da Lua entre a Terra e o Sol, obscurecendo o astro-rei, foi visto como sinal de mau agouro para alguns chineses, às vésperas do começo das Olimpíadas. A crendice tem pouco a ver com os fatos astronômicos: na verdade, o aparente sumiço temporário do Sol deriva apenas de uma coincidência de distâncias, já que a estrela está posicionada a uma distância tal da Terra que gera a impressão de ela ter o mesmo tamanho do nosso satélite natural.

Milhares de turistas foram para as cidades da Sibéria e para o extremo leste da China de forma a conseguir uma vista privilegiada do fenômeno.


Cão com óculos especial 'prepara-se' para ver o eclipse solar nesta sexta-feira na cidade búlgara de Varna. (Foto: AP)

Apesar do mau tempo, jovens tentam observar o eclipse na cidade siberiana de Novosibirk. (Foto: AP)
do G1


31 de julho de 2008

Sonda Phoenix 'bebe' água de Marte

A equipe da Nasa responsável pela sonda Phoenix acaba de anunciar que conseguiu "provar" um pouco da água de Marte. Para a surpresa dos cientistas, que esperavam mais uma amostra seca em sua última tentativa de levar solo marciano a um dos instrumentos da sonda, havia alguns cristais de gelo de água em meio à areia do planeta vermelho.

Imagem panorâmica, composta por mosaico de fotografias obtidas pela Phoenix (Foto: Nasa)


É o primeiro processamento químico feito pela sonda do gelo no planeta vermelho. A análise é feita no instrumento Tega, uma espécie de forno que "cozinha" as amostras em várias temperaturas diferentes e analisa sua composição com base nas moléculas que evaporam. Resultados empolgantes devem surgir conforme os dados forem analisados, nos próximos dias. Quiçá a Phoenix poderá até detectar certos compostos orgânicos -- tijolos de que a vida é feita -- em meio às amostras. A Nasa aproveitou a ocasião para noticiar a decisão de ampliar a missão da espaçonave. Originariamente destinada a operar por 90 dias, a Phoenix está em "boa saúde" e por isso ganhou uma extensão de 30 dias em seus trabalhos. A agência espacial americana também divulgou uma nova imagem panorâmica do local onde a sonda pousou, próximo ao pólo Norte marciano.




20 de junho de 2008

Sonda Phoenix deve ter achado gelo em Marte, afirmam cientistas

Manchas brancas só podem ser gelo, de acordo com pesquisadores (Foto: Nasa)


Pode-se dizer que é oficial: após cavar o duro solo do pólo Norte marciano, a sonda robótica Phoenix, da Nasa, encontrou gelo.

O anúncio, feito pela agência espacial americana, veio depois que os cientistas notaram o sumiço de uma crosta branca na trincheira aberta pela Phoenix. O veredicto: só pode ter sido água congelada, que sublimou (passou direto do estado sólido para o gasoso) na atmosfera rarefeita de Marte.

26 de maio de 2008

Nasa divulga primeiras imagens da Phoenix na superfície de Marte

Primeira imagem do horizonte feita pela sonda Phoenix, em Marte (Foto: Nasa)


Painéis solares abriram com perfeição, e as imagens confirmaram isso (Foto: Nasa)

Cerca de duas horas após o pouso, a Nasa começou a receber -- e divulgar -- as primeiras imagens produzidas pela sonda Phoenix na superfície de Marte. O cenário é um pouco diferente do que os cientistas se acostumaram a ver de outras sondas. Não à toa; é a primeira vez que se pousa tão perto de uma região polar do planeta vermelho.

"Estávamos ansiosos esperando as primeiras imagens", conta Ramon de Paula, engenheiro responsável pela missão no Quartel-General da Nasa. "Todo mundo aqui está contente, mas precisávamos dessas primeiras imagens para ter certeza de que tudo está certo."

E os resultados não desapontaram. Agora é que deve começar a verdadeira diversão para os cientistas envolvidos com o projeto. A Phoenix será capaz de analisar amostras de solo e fará medidas meteorológicas -- tudo com o objetivo de prosseguir montando o quebra-cabeça que é a história marciana.
do G1

21 de março de 2008

Astronautas fotografam a aurora boreal

Astronautas da Estação Espacial Internacional fotografaram nesta sexta-feira (21) a aurora boreal -e seu efeito ótico na atmosfera da Terra. O fenômeno, uma decorrência do impacto de partículas de vento solar no campo magnético terrestre, é visto como um brilho noturno no céu em regiões próximas a zonas polares. (Foto: Nasa/Reuters)

8 de fevereiro de 2008

Empresa japonesa vai vender rosa transgênica de cor azulada

A modificação genética impressionou os apaixonados por flores (Foto: France Presse)

A empresa de bebidas japonesa Suntory resolveu investir no controverso ramo dos vegetais transgênicos. E, em vez da polêmica soja que produz seu próprio pesticida, a companhia criou uma rosa geneticamente modificada cuja cor é azul. O plano é começar a vender a curiosa flor a partir do ano que vem. O gene ligado à cor azul foi "importado" de uma variedade de violeta.

do G1

3 de fevereiro de 2008

Sonda agora descobre imagem de rosto sorridente em Marte

Imagem obtida pela Mars Reconnaissance Orbiter mostra cratera em Marte (Foto: Nasa)

Na onda de outros achados recentes de veículos de exploração marciana, a sonda Mars Reconnaissance Orbiter acaba de fotografar uma estranha formação na superfície do planeta vermelho: uma cratera que lembra muito um rosto sorridente, como os tradicionais "smileys" usados na internet.

Ela se junta a outras imagens estranhas que as espaçonaves têm coletado ao longo dos anos em Marte. Entre elas estão a tradicional "face de Marte" (primeiro vista pela sonda Viking, na região de Cydonia) e, mais recentemente, o "homenzinho marciano", que causou espanto ao redor do mundo no mês passado após ser fotografado pelo jipe robótico Spirit.

Não custa reforçar: nada disso se mostrou produto de uma civilização marciana, nos moldes da aventada pelo astrônomo americano Percival Lowell no fim do século XIX. Os cientistas hoje acreditam que, se houver vida em Marte, ela será apenas microscópica.

do G1

28 de janeiro de 2008

Satélite-espião dos Estados Unidos fica sem energia e pode atingir a Terra

Um grande satélite-espião americano ficou sem energia e pode atingir a Terra entre o fim de fevereiro e o começo de março, afirmam funcionários do governo dos EUA. O satélite, que não pode mais ser controlado, pode conter materiais nocivos à saúde humana, e não se sabe onde exatamente ele pode cair.

"As agências governamentais apropriadas estão monitorando a situação", disse Gordon Johndroe, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos. "Muitos satélites saíram de órbita e caíram sem causar danos ao longo dos anos. Estamos examinando as opções que temos para mitigar qualquer possível dano que esse satélite venha a causar."

Segundo um funcionário do governo que pediu para não ser identificado, a sonda contém hidrazina, um combustível de foguetes cujo cheiro lembra amônia e que pode ser tóxico para quem tiver contato com ele. A reentrada sem controle também poderia expor segredos militares dos EUA, diz John Pike, especialista em defesa e inteligência.

Fim do segredo
Os satélites-espiões em geral são destruídos com a ajuda de uma reentrada controlada no oceano, de forma que ninguém mais tem acesso à sonda. Pike também diz que é improvável que a ameaça do satélite seja eliminada com um míssil, porque isso criaria fragmentos que entrariam na atmosfera e queimariam ou atingiriam o chão.

Pike, diretor do centro de pesquisa em defesa GlobalSecurity.org, estima que a nave pese cerca de 10 toneladas e tenho o tamanho de um ônibus pequeno. Sua queda criaria dez menos fragmentos do que a do ônibus espacial Columbia, em 2003.

Jeffrey Richelson, pesquisador do Arquivo de Segurança Nacional, diz que a nave é provavelmente um satélite de reconhecimento fotográfico. Esses aparelhos são usados para obter informações visuais sobre governos inimigos e grupos terroristas, como a construção de reatores nucleares ou campos de treinamento. Os satélites também podem ser usados para observar os danos causados por furacões, incêndios e desastres naturais

24 de janeiro de 2008

Astrônomos derrubam teoria sobre suposto 'homenzinho' em Marte"


Suposto 'alien' ficou parado por pelo menos três dias (Foto: (Foto: Nasa/JPL/Divulgação)

Foi divertido enquanto durou. Emissoras de TV, jornais e sites espalharam pelo mundo a notícia de que um dos jipes-robôs da Nasa havia fotografado um "homenzinho" ou "pé-grande" passeando por Marte. Astrônomos blogueiros, no entanto, acabam de demonstrar que a imagem é pura e simplesmente ilusão de óptica.

Blog da Redação: Sobre homenzinhos verdes e ilusões de ótica

A explicação foi dada no blog da Planetary Society, uma das principais organizações de divulgação da astronomia e exploração espacial no mundo. Emily Lakdawalla, blogueira da Planet Society, contou dois detalhes que derrubam completamente a idéia de que se trata de um alien em movimento, correndo na frente da sonda da Nasa.

Número 1: para tirar uma foto colorida, o jipe-robô Spirit precisa usar três filtros diferentes em sua câmera, trocando-os ao longo de três minutos. Ou seja, no mínimo o alien ficou "congelado" durante três minutos. Número 2: faz três dias que a sonda está fazendo imagens mostrando o mesmo lugar. E, nesses três dias, o "alien" também não se mexeu.

Outro detalhe importante: uma estimativa feita com base nas câmeras do Spirit sugere que ele estava a apenas cinco metros de distância da rocha. Isso significa que ela deve ter 6 cm de altura -- um pouco baixo para um alien de verdade com forma de gente, aparentemente.

Tente achar o suposto alienígena baixando a imagem em alta resolução da Nasa. O pedaço de rocha aparece no canto inferior esquerdo da imagem, mas é preciso procurar um bocado para achá-lo.

Ou seja, trata-se simplesmente de uma pedra com forma que lembra a humana. Não foi dessa vez que acabou a nossa solidão cósmica.
do G1

16 de janeiro de 2008

Brasileiro faz macaca mover robô usando apenas o pensamento

Em Kyoto, pesquisadores mostram o robô que foi controlado por macaquinha. (Foto: AFP)


“Um pequeno passo para um robô e um grande salto para um primata”. Foi assim que o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis resumiu para o jornal americano “The New York Times” a pesquisa em que conseguiu fazer uma macaquinha nos Estados Unidos mover um robô do outro lado do mundo, no Japão, apenas com a força do pensamento. O feito de Nicolelis traz esperança de uma revolução na área de próteses para amputados. E se conseguir isso foi complicado, o princípio da coisa é fácil de entender. Ninguém pensa antes de fazer coisas como andar, pular ou pegar um objeto. Quando você pegar o mouse para ler a continuação deste texto mais para baixo, não vai pensar “eu quero esticar o braço, pegar o mouse, movimentar meu dedo e apertar o botão”. O ato é tão automático quanto o pensamento. Você nem pensou e já fez. É essa naturalidade que o brasileiro tenta repetir com as próteses. A idéia é que quem precise usar um braço ou uma perna artificial não tenha que “aprender”: pense em andar e ande.

Antes, é claro, é preciso descobrir como o cérebro faz tudo isso. E é aqui que entra o grande avanço feito pelo cientista e divulgado nesta semana. Na quinta-feira passada, em seu laboratório na Universidade Duke, nos Estados Unidos, Nicolelis conseguiu fazer a macaquinha Idoya mover, apenas pensando, o passos de um robô que estava no Japão. Idoya estava parada. Tudo começou quando a equipe do brasileiro treinou a pequena macaca para andar em duas patas em uma esteira. Durante dois meses e três vezes por semana, ela caminhou a diversas velocidades, para frente e para trás, por 15 minutos diários. Enquanto o treinamento ocorria, eletrodos no cérebro de Idoya mostravam aos cientistas que neurônios agiam durante cada um dos movimentos.

Um vídeo do movimento do animal foi combinado com o registro da atividade cerebral. Tudo isso criou um “manual de instruções” que podia ser lido por um computador. Quando Idoya foi fazer seu exercício na semana passada, todas as informações retiradas dos eletrodos em seu cérebro foram passadas, pela internet, em alta velocidade, para o robô, localizado na cidade de Kyoto, no Japão, capaz de imitar o movimento de seres humanos.
A missão da macaquinha era complicada: ela deveria manter o robô se movendo com a sua atividade cerebral. Para isso, ela via as costas dele em uma tela colocada bem em frente a sua esteira.
Toda vez que conseguia fazer o robô imitar seus movimentos, ganhava um presente, em forma de comida. Tudo certo, Idoya andava, o robô andava. Cada vez mais concentrada, no entanto, ela foi surpreendida quando sua esteira foi desligada.
E aí, aquilo que os cientistas esperavam, parada, sem andar, focada, ela manteve o robô em movimento por quase três minutos apenas pensando. Segundo Nicolelis, o feito mostra o poder da visão sobre o cérebro.
Ao ver o robô se mexendo a sua frente da mesma maneira que ela, o cérebro de Idoya começou a absorver a idéia de que aquelas pernas eram dela. Dentro de um ou dois anos, o brasileiro vai tentar descobrir se o mesmo feito de Idoya pode ser repetido por um ser humano.
Se for possível, o leque de possibilidade fica muito amplo. Não apenas poderemos controlar próteses a distância, mas basicamente qualquer coisa, como computadores e máquinas. Os brasileiros devem ser os primeiros a se beneficiar dessa tecnologia.
A universidade onde Nicolelis trabalha, a Duke, o laboratório em Kyoto que controla o robô, a Associação Alberto Santos Dumont para o Apoio à Pesquisa, em Natal, e o hospital Sírio Libanês, em São Paulo, estão se organizando em uma iniciativa voltada para que um brasileiro paraplégico ou quadriplégico seja o primeiro a se beneficiar dessa tecnologia.
O “Walk Again Project” (“Projeto Caminhe Novamente”) está sendo estabelecido e promete esperança para quem sofre com o problema no país.



Infográfico explica o experimento (Foto: Editoria de Arte G1)

do G1.globo